terça-feira, 30 de agosto de 2011
Lançamento do livro VER HISTÓRIA - O ENSINO VAI AOS FILMES
Lançamento do livro VER HISTÓRIA - O ENSINO VAI AOS FILMES, coletânea publicada pela Editora Hucitec, organizado por Marcos Silva e Alcides Freire Ramos.
Endereço: Cooperativa Cultural da UFRN, Centro de Convivência, sala 8, Campus Universitário, Natal - RN.
Lançamento do livro RIMBAUD ETC
![]() |
Lançamento do livro RIMBAUD ETC., do Dr. Marcos Silva que se dará no dia 8 de setembro às 19 horas, na Aliança Francesa de Natal. Haverá sarau (poemas e canções em português e francês) e, em seguida, coquetel.
Endereço: Rua Potengi, 459, Petrópolis - Natal RN.
Proposta da disciplina a ser ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Zeron
Clio (Minerva entre as Musas) - Jacques Stella, 1640-1645
Musée du Louvre, Paris
© Copyright Carlos Zeron, 2002
Musée du Louvre, Paris
© Copyright Carlos Zeron, 2002
Minha ideia é propor um curso instrumental, visando auxiliar o pessoal no encaminhamento de suas pesquisas.
- Num primeiro momento, pretendo expor algumas ideias sobre a noção de evidência, em história. Vou voltar ao texto fundador de Tucídides (Históriada Guerra do Peloponeso), mas também vou me apoiar em bibliografia secundária recente, sobretudo François Hartog.
- Em seguida, quero levantar algumas questões relacionadas às escalas de observação (micro história, série, conjuntura, estrutura). Para tanto, vou me apoiar em Fernand Braudel, Marc Bloch, Giovanni Levi, Michel Löwy. Mas também quero comentar algumas propostas muito interessantes que encontrei num livro do Maurice Godelier.
- Num terceiro momento, quero trabalhar aquelas noções - de evidência e de escala de observação - a partir da leitura de algumas imagens que selecionei.
- Finalmente, num quarto e último momento do curso, gostaria que todos nós fizéssemos um exercício prático, a partir destas noções, identificando-as nas nossas respectivas pesquisas.
Maiores detalhes constarão do programa (incluindo bibliografia, etc.). Não penso em pedir leituras prévias, desde já, porque imagino que todos devem estar ocupados com suas aulas e pesquisas. Se eu pedir leituras, serão textos curtos, que poderão ser lidos durante o curso. Ou então - se houver necessidade minha, ou disponibilidade deles - eu aviso e/ou envio antes.
Um abraço,
Zeron
Prof. Dr. Carlos Zeron (USP)
Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron atualmente é professor Livre-Docente da USP (Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Departamento de História) possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991) e doutorado em Histoire et Civilisations pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1998). Atualmente é professor livre-docente da Universidade de São Paulo, pesquisador associado da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e bolsista do CNPq (PQ-II). Foi professor visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1997, 2002 e 2007) e da Universidad Internacional de Andalucía (2004), e pesquisador do Musée du Quai Branly (2009). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, História da América colonial e História Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: Companhia de Jesus, escravidão, história das missões religiosas, pensamento teológico-jurídico moderno e legislação indigenista. Também é Coordenador do convênio entre a FFLCH-USP e a Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales. Coordenador do convênio entre a FFLCH-USP e a Université Sorbonne-Paris IV. Pareceres técnicos e de mérito para o CNPq e a Fapesp. Pareceres para a Comissão de bolsas do Programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Pareceres para a Revista Brasileira de História, para a revista eletrônica Memorandum, para a Revista História Unisinos e para a Revista de História do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Parecer para o Programa de Desenvolvimento Científico Regional do Estado do Piauí. Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron será o próximo professor a ministrar disciplina no Dinter História Social USP/UFAC a partir do dia 12 de setembro de 2011.
Carlos Zeron é autor de várias publicações entre as quais podemos destacar:
Revista de História da Universidade de São Paulo: política editorial, digitalização e políticas públicas de avaliação e classificação. Nuevo Mundo-Mundos Nuevos, v. 5/2010, p. 59682, 2010.
Interpretações das relações entre cura animarum e potestas indirecta no mundo luso-americano. Clio (Recife), v. 27-1, p. 140-177, 2009.
Apologia pro paulistis (transcrição). Clio (Recife), v. 27-1, p. 362-387, 2009.
Les aldeamentos jésuites au Brésil et l idée moderne d institution de la société civile . Archivum Historicum Societatis Iesu, v. 151, p. 38-74, 2007.
Siena e Monsaraz: duas representações da justiça. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 154, p. 91-106, 2003.
José Eisenberg, As missões jesuíticas e o pensamento político moderno. Revista de História (USP), São Paulo, v. 147, p. 227-234, 2002.
Quem conta um conto, aumenta um ponto: o mito do Ipupiara, a natureza americana e as narrativas da colonização do Brasil. Revista de Indias, Sevilha (Espanha), v. 60, n. 218, p. 111-134, 2000.
Nas sendas de Sérgio Buarque de Holanda. Documentos sobre uma expedição florentina à Amazônia, em 1608. Revista de História (USP), São Paulo, v. 142-3, p. 123-211, 2000.
A reabilitação do patrimônio artístico no novo Museu do Louvre. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 135, p. 51-60, 1998.
Les jésuites et le commerce d'esclaves entre le Brésil et l'Angola à la fin du XVIe siècle : contribution à un débat. Traverse, Zurique (Suiça), n. 1996/1, p. 34-50, 1996.
O medo e a relação com o Outro : Hans Staden vencido e vencedor dos canibais Tupinambá . Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 110, p. 55-69, 1992.
Equipamentos, usos e costumes da Casa Brasileira: Alimentação. São Paulo: Museu da Casa Brasileira, 2000.
Texto extraído da Base Lattes
http://lattes.cnpq.br/9276590151526541
Marcadores:
Carlos Zeron,
Dinter,
história das missões; legislação indigenista; pensamento teológico-jurídico moderno; projeto colonial; escravidão. USP/UFAC.,
USP
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
III CONGRESSO INTERNACIONAL / XVIII Simpósio de História da UFES
Territoires, pouvoirs, identités
III Congresso Internacional UFES/Université Paris-Est/Universidade do Minho, cujo tema central é Territórios, poderes, identidades. Por meio do tema assim enunciado, pretende-se discutir a maneira pela qual as sociedades e/ou grupos sociais delimitam, circunscrevem o território por eles ocupado, numa tentativa de imprimir, na paisagem, os símbolos por meio dos quais se afirma uma identidade às expensas daquilo que se localiza nas margens, no exterior, na no man’s land habitada por “invasores”, aos quais se recusa amiúde o próprio estatuto de humanidade. Sabemos que o território, sendo cruzado a todo o momento por indivíduos em permanente deslocamento, carece de univocidade e de estabilidade. É no território, no entanto, que afloram os lugares mediante o estabelecimento de contornos que dividem, separam e subtraem da apropriação coletiva determinados ambientes, controlados por grupos e comunidades, que sobre eles exercem poder, seja sob uma perspectiva bastante abrangente, como o de uma nação ou império, seja sob uma perspectiva mais modesta, como uma cidade, uma aldeia ou mesmo uma edificação. Apreendido na sua dimensão geográfico-cultural, o território pode ser considerado sob um duplo viés, o de produto e o de produtor do social, assumindo a partir daí uma multiplicidade de funções: a de um amplo quadro no interior do qual os grupos sociais se organizam do ponto de vista da fixidez e da mobilidade e estabelecem as regras de convívio e de socialização; a de um suporte de obras materiais, muitas vezes eternizadas em pedra; a de um ambiente no qual práticas e representações encontram o seu ponto de convergência; a de um repositório de vestígios do passado imprescindíveis para a produção da memória coletiva, memória esta que preserva a lembrança daquilo que lhe é conveniente ao mesmo tempo em que devota ao esquecimento tudo o que lhe suscita repulsa ou estranhamento. Mediante essas funções, o território etéreo, aberto, indefinido é progressivamente domesticado, dando margem à emergência dos lugares, das zonas geográficas esquadrinhadas pelo intelecto, revestidas de um sentido, saturadas de representações, zonas fundadoras de identidades que permitem uma dupla atualização: a do encontro entre o presente e o passado e a da oposição entre o sagrado e o profano.
Dentro do território, os lugares emergem a partir de determinadas regras, exprimindo uma relação de identidade na medida em que são revestidos de todo um simbolismo pelos seus usuários. Um lugar estabelece assim uma inclusão diante de uma exclusão, uma definição de posições que se pretendem estáveis. O lugar, portanto, reclama a estabilidade e a mesmidade. Cumpre notar, entretanto, que ao lado dos lugares e como sendo a própria condição de possibilidade destes, situam-se os não-lugares, zonas de transição, de passagem, que carecem de memória e de sentido ou, antes, que se prestam à confusão de todas as memórias e todos os sentidos. Essa simbolização/construção do território por intermédio dos lugares e dos não-lugares se realiza em diversos níveis que vão do privado ao público e vice-versa. Nesse sentido, se a tradição histórico-antropológica ligou a questão da alteridade (ou da identidade) à do território, é porque o processo de simbolização levado a cabo pelos grupos sociais implica a compreensão e o domínio sobre o território a fim de que estes mesmos grupos se compreendam e se organizem.
Julio Bentivoglio
PPGHIS-UFES / LEHPI-UFES
Departamento de História Diretor da ANPUH-Seção/ES
Marcadores:
CONGRESSO INTERNACIONAL,
IDENTIDADES,
PODERES,
TERRITÓRIOS
Artigo da Disciplina do Prof. Marcos Silva: data e formato.
Peço que os trabalhos referentes a meu curso de pós sejam entregues até 20 de agosto para que eu possa encaminhar a avaliação antes de setembro.
Sugiro que cada trabalho contenha uma breve introdução situando historicamente a realização do filme (obra do diretor, situação do cinema brasileiro, momento histórico geral), seguida por uma apresentação de conteúdo do filme. É preciso que o corpo do texto realize uma reflexão sobre significados daquele filme em relação às experiências sociais que ele aborda.
Diferentes níveis materiais do filme (imagem, recursos específicos de cinema - montagem, ângulos -, sons, argumento) devem ser explorados nessa reflexão. As conclusões devem sempre abordar historicidades em jogo na obra - memória pré-existente, momento de realização, presença na memória cinematográfica e geral da ditadura.
Abraços:
Marcos Silva
Abraços:
Marcos Silva
terça-feira, 28 de junho de 2011
Marcos Silva, Prof. Dr. em História (USP), explica a influência de Nelson Werneck Sodré nas universidades dos anos 70
Conferência sobre Nelson Werneck Sodré reúne público em Itu
Em comemoração ao Centenário de “Nelson Werneck Sodré”, o Museu Republicano Convenção de Itu recebeu uma conferência sobre o autor na quarta-feira (13 de abril). O evento contou com a participação dos professores Marcos Silva e Olga Frugoli Sodré - filha do historiador -, que explanaram detalhes sobre a obra de Sodré.
Durante o encontro, Olga contou um pouco sobre a vida de seu pai e de sua busca pela valorização da cultura nacional. “Sodré estudava a formação histórica do Brasil para entender a sociedade de sua época”, comentou. O secretário de Cultura, Jonas Soares de Souza, também participou do encontro e relembrou momentos com o intelectual.
Marcos Silva, autor de um "dicionário crítico" do historiador e doutor e mestre em História Social, discorreu sobre fases da vida de Sodré, sobre as mudanças ocorridas em suas obras ao longo de sua vida, além da formação militar recebida por ele, o que contribuiu muito em seus trabalhos devido à grande formação humanística recebida na escola militar naquela época.
“O livro ‘Memórias de um Soldado’, vai além da formação militar. Essa obra tem o espírito de busca que Sodré tinha dentro de si, pois mesmo sem formação universitária ele sabia que os livros eram feitos com estudos de documentos de época e grandes pesquisas com conclusões inteligentes”, encerrou.
Homenagem
O eventou contou ainda com a participação do grupo “Ô de Casa”, que fez uma homenagem à memória sempre renovada de Werneck por meio de canções e um poema. De acordo com o conjunto, o objetivo da apresentação foi reencontrar a beleza do pensamento e a capacidade de luta manifestada pelo autor. O espetáculo é uma homenagem às obras que enfocam as tradições culturais brasileiras.
Fonte: itu.com.br
Marcadores:
Marcos Silva,
Nelson Werneck Sodré,
USP
Local:Rio Branco, Acre
Itu - São Paulo, Brasil
terça-feira, 21 de junho de 2011
Caros doutorandos do Dinter USP - UFAC
Propus ao Conselho-Plenária de Depto. de História da FFLCH/USP que uma de nossas salas de aula recebesse o nome de NELSON WERNECK SODRÉ, homenageando esse importante historiador brasileiro no ano de seu centenário de nascimento. A indicação foi aprovada e a sala será inaugurada durante o Encontro Nacional da ANPUH, no dia 19 de julho de 2011, no horário de 12 às 14 horas (Edifício Eurípedes Simões de Paula, Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, São Paulo, SP).
Haverá nessa ocasião um espetáculo (canções e poemas) dedicado ao historiador, em diálogo com temas e problemáticas de sua obra, com o título "Enquanto acontecia". Encerrando a homenagem, será servido coquetel.
Como todos sabem, Nelson Werneck Sodré escreveu uma obra vasta e importante. Essa homenagem tem um significado muito especial para nós, que lemos seus livros e aprendemos com eles, inclusive quando deles discordamos.
Até lá, abraços:
Prof. Dr. Marcos Silva
Coordenador do Dinter USP - UFAC
Caros doutorandos,
Atendendo solicitação de alguns doutorandos que não haviam consultado o blog, prorroguei o prazo de entrega do cronograma para a próxima sexta (24/06). Informo que o mesmo deve ser entregue na forma impressa, endereçado à Coordenação Operacional do Dinter USP/UFAC, com a devida assinatura.
Att.
Prof. Dr. José Sávio da Costa Maia
Coordenador Operacional
--
Dinter USP - UFAC
Programa de Pós-Graduação em História História Social da FFLCH/USP
Na página, podem ser encontradas biografias de Raul Cortez, Tônia Carrero, Mazzaropi, Fernando Meirelles, Carlos Zara, Gianfrancesco Guarnieri, Beatriz Segall, Walmor Chagas, Eva Wilma, Jonas Bloch, entre outros, além da história das tevês Tupi e Excelsior, resenhas e/ou roteiros de filmes tais como: Batismo de Sangue, Chega de Saudade, Cidade dos Homens e outros.
Esteremos divulgando neste Blog. Quem desejar acessar e somente clicar na logomarca disponibilizada na lateral deste Blog.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Cronograma para Solicitação de Diárias e Passagens
Informamos a todos os doutorandos do Dinter USP/UFAC, por solicitação da PROPEG/UFAC, que a partir da próxima semana só poderão solicitar passagens e diárias para participação em eventos ligados ao programa os discentes que apresentarem à Coordenação Operacional do curso um cronograma anual onde estas atividades estejam previstas.
O prazo final de entrega do cronograma é segunda-feira ( 20/06/2011).
Att.
Att.
Prof. Dr. José Sávio
Local:Rio Branco, Acre
Rio Branco - AC, Brasil
terça-feira, 7 de junho de 2011
CINEMA-HISTÓRIA E RAZÃO SENSÍVEL

Acontecerá na cidade de São Paulo, nas dependências do campus da Universidade de São Paulo (USP), entre os dias 17 e 22 de julho de 2011 o XXVI Simpósio Nacional de História, promovido pela Anpuh - Associação Nacional de História, com uma extensa agenda de atividades acadêmicas, tais como: mini-cursos, mesas redondas e dialogo contemporâneos, conferências, reuniões administrativas, fórum de graduação, lançamentos de livros, feiras de livros e os simpósios temáticos. O Simpósio Temático proposto pelos Professores doutores Jorge Nóvoa (UFBA) e Marcos Silva (USP) tem o objetivo de agrupar pesquisadores de diversos níveis e de diversas áreas em torno da problemática-objeto, cinema-história, numa abordagem transdisciplinar e em perspectiva tanto epistemológica como empírica, considerando suas complexas relações. Cinema-história como teoria, também, nos permite não abordar exclusivamente a história do cinema (ou dos demais audiovisuais e suportes, vídeo, tevê, VT publicitário, etc.) como história de uma obra de arte ou suporte. Apreender o cinema como obra de arte se insere nas nossas pesquisas e reflexões, mas de modo subordinado à preocupação mais ampla sobre a relação ainda mais complexa entre o cinema e a história. Tal complexidade inerente a essa relação permite incluir reflexões não apenas de imagens animadas (cinema, propaganda, TV, etc.), mas também de imagens paradas (fotografias charges, HQs, etc). A relação cinema-história poderá ser abordada em nosso Simpósio Temático: como objeto de pesquisa, como fonte primária e/ou como discurso da e sobre a história; como lugar de memória ou como representações que se voltam tanto para as construções sobre o presente, quanto para aquelas que buscam reconstruir o passado; como lugar do imaginário ou também da perspectiva das linguagens e suportes, inclusive para o ensino da história.
A palavra cinema adquire assim, um sentido largo por comportar em sua construção todas as outras formas imagéticas.
Local:Rio Branco, Acre
Av. Prof. Lineu Prestes - Butantã, São Paulo, 05508-000, Brasil
domingo, 5 de junho de 2011
Universidade Federal do Acre
Programa de Mestrado em Letras – Linguagem e Identidade
Coordenação do Curso de Pedagogia
Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora - PUC/São Paulo
Carta Convite
Rio Branco – AC, 31 de maio de 2011.
A Universidade Federal do Acre, através do Programa de Mestrado em Letras – Linguagem e Identidade e Núcleo de Estudos das Culturas Amazônicas e Pan-Amazônicas, em conjunto com o Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora da PUC/São Paulo apresentam a 5ª edição do Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental e a 4ª edição do Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia”, no período de 07 a 11 de novembro de 2011, no campus da Ufac.
Este ano, em parceria com a Coordenação do Curso de Pedagogia, também ocorrerá na mesma data a XV Semana de Educação da Universidade Federal do Acre, trazendo “como proposta central a abordagem acerca das diferentes linguagens que se entrecruzam no campo da educação escolar, em especial, e suas implicações no pensar e no fazer dos professores”.
Por meio de conferências, debates, minicursos e oficinas, serão promovidas reflexões sobre o tempo e o espaço, “categorias que têm sido negligenciadas em muitos debates e textos acadêmicos da atualidade. O eixo articulador destes três eventos é não somente pontuar a importância de tais categorias para a compreensão das muitas formas de expressão, linguagens e relações sociais amazônicas, mas, fundamentalmente, situar a historicidade de suas formulações, as tensões e os embates que marcaram e continuam a marcar a produção de discursos, inventando e inventariando essa região, com seus territórios, culturas e gentes no mundo moderno”.
De um modo mais geral, a temática “Linguagens e Educação” permeará as discussões, norteando as atividades propostas durante este triplo evento. Além de pesquisadores, alunos e professores de ensino médio e superior, as inscrições estendem-se também à comunidade em geral e poderão ser feitas gratuitamente pela internet, a partir de 31 de maio de 2011, através do site: http://www.simposioufac.com/
Comissão de Organização 2011.
--
Atenciosamente,
Comissão Organizadora do V Simpósio Linguagens e Identidades da/na Amazônia Sul-Ocidental, III Colóquio Internacional "As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia" e XV Semana de Educação da Ufac
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Chegada em Rio Branco do Prof. Dr. Ivan Ducatti
Chega hoje o Prof. Dr. Ivan Ducatti. A princípio sua chegada estava prevista para às 13:30 horário de Rio Branco - Acre porém, foi adiada para as 23:30 devido as condições climáticas contudo, avisamos aos doutorandos que os dias e horários do IV Seminário estão mantidos com abertura prevista para ocorrer as 08:00 desta quinta-feira (02 de junho).
terça-feira, 31 de maio de 2011
IV Seminário em História Social - USP/UFAC com Prof. Dr. Ivan Ducatti
Começa dia 02 (quinta-feira) e termina no dia 03 (sexta-feira) de junho, nos horários das 08:00 as 12:00 e das 14:00 as 18:00 a nova jornada de seminários do Dinter em História Social promovida pela UFAC em parceria com a USP.
Desta vez trata-se do Prof. Dr. Ivan Ducatti doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP/SP), sua tese intitulada: "A hanseníase no Brasil na Era Vargas e a profilaxia do isolamento compulsório: estudos sobre o discurso científico legitimador", defendida no ano de 2009 trata de um estudo que se concentra no Brasil a partir da década de 1930, acerca do isolamento compulsório de portadores de hanseníase que passou a ser política de Estado. O isolamento compulsório só seria necessário, naquele momento, conforme a opinião dos profissionais de saúde que não concordavam com a segregação de doentes, em casos extremos de infecção. À medida que a cura medicamentosa tornou-se uma realidade, os argumentos para o isolamento enfraqueciam, no entanto, o isolamento se manteve até 1967. O período em que se inicia o isolamento estatal é marcado por fortes questões totalitárias, sendo o nazi-fascismo o seu auge. Essas idéias, baseadas na decadente filosofia irracionalista, não deixaram de influenciar o pensamento intelectual brasileiro, que ajudou a legitimar uma série de ações de governo, como o isolamento compulsório e indiscriminado. Porém, o período em questão também significou, para o Brasil, a formação do Estado capitalista monopolista, por intermédio do qual não só se controla a classe trabalhadora pela força (opressão), mas se garante a força de trabalho para a nova dinâmica de extração de mais-valia (exploração). A Saúde Pública é um aparato de Estado. Com Vargas, esta se torna um mecanismo real de controle da classe trabalhadora na formação do monopolismo no Brasil. Para se ter acesso a sua tese acesse: Banco de teses da USP.
Sua dissertação de mestrado concentra-se historiografia brasileira e tem como tema: "Os Restos Feudais no Brasil como Metáfora Política. Uma Leitura de Nelson Werneck Sodré" e o ano de sua defesa foi em 2003. Portanto o Prof. Dr. Ivan Ducatti além de ter como objeto de pesquisa o campo da Saúde Pública, atua também sobre a historiografia brasileira.
Ressalte-se que o doutorado e o mestrado foram realizados na USP/SP ambos sob orientação do Prof. Dr. Marcos Silva.
O Prof. Dr. Ivan Ducatti atuou como docente em universidades, ministrando Historiografia, História do Brasil e da Arte, Metodologia Científica e Didática para o Ensino Superior, além de capacitador de docentes da Rede Pública do Estado de São Paulo. Participa de vários grupos de pesquisa, entre eles, o Nuphebras (Núcleo de Pesquisa da História da Enfermagem Brasileira) da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN)/UFRJ. É membro do Comitê de Ética em Pesquisa dessa Escola e do HESFA (Hospital Escola São Francisco de Assis)/UFRJ.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Cinema e História
Dinter História Social USP – UFAC
Programa de Pós-Graduação em História Social da FFLCH/USP
PROPEG/DPG/UFAC
Disciplina FLH5016-2História e Retórica da Imagem
Listagem dos filmes exibidos entre os dias 16 a 24 de maio na
Sala nº 01 do Bloco de Pós-Graduação da UFAC
1) O desafio (Paulo Sarraceni, 1965).
2) Terra em transe (Glauber Rocha, 1967).
3) Fome de amor (Nelson Pereira dos Santos, 1968).
4) Quando o carnaval chegar (Cacá Diegues, 1972).
5) Iracema - Uma transa amazônica (Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1976).
6) Doces bárbaros (Tom Job Azulay, 1977).
7) Bye-bye Brasil (Cacá Diegues, 1979).
8) Os saltimbancos trapalhões (J. B. Tanko, 1981).
9) Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984).
10) Nunca fomos tão felizes (Murilo Salles, 1984).
11) Capitão Lamarca (Sérgio Rezende, 1994).
12) O que é isso, companheiro? (Bruno Barreto, 1997).
13) Ação entre amigos (Beto Brant,1998).
14) Zuzu Angel (Sergio Rezende, 2006).
15) Batismo de sangue (Helvetio Ratton, 2007).
domingo, 15 de maio de 2011
Entrevista com Prof. Dr. Marcos Silva
Prof. Dr. Marcos Silva
Caríssimas e caríssimos,
Fiz a presente entrevista (através de e-mail) com o escritor e professor universitário Dr. Marcos Silva, em 28 de agosto de 2008. Ela continua atual. Ele continua cada vez mais ativo e ágil com a palavra. Aqui, o importante intelectual natalense (e que mora e trabalha há anos em São Paulo) nos mostra um perfil irrequieto e extremamente produtivo. Certamente, um exemplo de elegância intelectual. Senão, vejamos:
_______________
L.O. Que lances o marcaram nessa longa estrada em busca do conhecimento e da cultura?
M.S. Perdi a conta. Lembro do tempo em que descobri os livros, quase inexistentes em minha casa porque meus pais eram muito pobres. Mas fui a bibliotecas públicas, li coisas emprestadas, ia à Livraria Universitária, sentia inveja dos colegas de classe média que compravam tantas obras ou já as encontravam nas bibliotecas de seus pais. No meio do curso colegial (Atheneu), percebi, surpreso, que já dominava tanto a leitura literária quanto aqueles amigos, talvez até um pouco mais porque gostava da área. Mas não encarei isso como vitória sobre eles, o prazer da leitura e da escrita é para ser dividido, como ocorre com o amor.
Em Natal, lembro de um livro em três volumes (depois, lançaram o quarto), “Sociologia da Arte”, que comprei por indicação de Luiz Damasceno, da Livraria Universitária. Foi quando li Walter Benjamin, Pierre Francastel e Lucien Goldman pela primeira vez, autores que me acompanhariam sempre.
Outro momento forte foi o ingresso na USP, como aluno. Tive a sensação de que precisava aprender muita coisa. Não foi ruim sentir isso, tento até hoje aprender, mas foi difícil, no começo, enfrentar a auto-cobrança.
Na adolescência natalense, minha vontade era produzir Artes visuais, estudar esse campo. Consegui fazer uma boa graduação na área com mais de 40 anos. Descobri que tinha virado, antes, historiador e talvez escritor (o fato de Sanderson Negreiros elogiar uns textos ensaísticos meus me dá alguma esperança na área), embora ainda goste muito de ver aquelas Artes.
L.O. A vida acadêmica se tornou o cume de seu trajeto?
M.S. Prefiro um trajeto sem cume: “Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia / o que aconteceria de qualquer jeito.” (Caetano Veloso, “Janelas abertas nº 2”).
Gosto muito de pesquisar na universidade, ensinar na universidade, aprender na universidade – bibliotecas, laboratórios e públicos interessados ali reunidos. Mas o conhecimento e a vida se dão em todos os espaços da sociedade, é melhor evitar supor algum lugar que detenha o monopólio do saber – universidade, academia, grupo.
Guardo ótimas lembranças do tempo em que lecionei para adolescentes em escolas públicas de ensino básico e fundamental. E participo de um grupo de Cultura Popular (Ô de Casa), que inclui de crianças a idosos de diferentes grupos sociais: empregada doméstica, advogada, professora, operária aposentada. Dançamos e cantamos Pastoril e Trança-fitas. Também canto música popular, estudei um pouco de canto – gosto de música brasileira diversificada, e também de música norte-americana, cubana e ópera. Escrevo, de vez em quando, letras para canções, quase nunca musicadas – é meu cancioneiro imaginário. Faço versões de canções (inglês e francês) e traduzo poesia, de vez em quando.
L.O. Por falar nisso, falta algo à academia para que ela possa se inserir de maneira definitiva na realidade brasileira, transformando-a eficazmente?
M.S. Falta mobilizar mais pessoas como interessados pelos vários campos de pesquisa desenvolvidos pelas universidades, produtores desses vários campos de pesquisa. Num país do tamanho do nosso, com a população que o nosso tem, considero minúsculo o número de homens e mulheres que interagem com a universidade. Há bibliotecas, laboratórios e falas de grande qualidade, nas universidades, de que tão pouca gente desfruta. Os programas PROUNI e REUNI são interessantes nessa ampliação de público, apesar de equívocos: não gosto do critério “raça”, adotado pelo primeiro. Sinto falta de museus, bibliotecas e laboratórios funcionando em horários adequados para gente que trabalha e quer conhecer tais mundos. Para ser universal mesmo, a universidade não pode excluir parcelas da população. Felizmente, as universidades públicas estão universalizando os cursos noturnos – nunca entendi o fato de eles não existirem em muitas daquelas unidades.
L.O. Você tem visto originalidade naquilo que é produzido pelas universidades?
M.S. Em termos de conteúdos, resultados de pesquisa, sim. Aliás, a universidade dedicada à pesquisa (que não se confunde com instituições voltadas para um ensino duvidoso, fábricas de diplomas) se obriga a procurar originalidade sempre. Uma questão que me preocupa é a escassa presença institucional na produção artística. É claro que professores e estudantes produzem artes por conta própria. Mas a instituição mesmo costuma, no máximo, gerar boas análises sobre artes e divulgar artes produzidas fora dela. Seria ótimo se houvesse uma maior presença de pólos produtores de artes no próprio meio universitário – ateliês mais abertos à produção pública, oficinas de filmes e vídeos, etc. As artes são boas amigas das ciências, às vezes provocativas mas fiéis.
L.O. Como tem visto o crescimento da UFRN? Já dá para comparar com as grandes universidades do sul-sudeste do país?
M.S. Morei em Natal até 1970. Calculo que não havia sequer metade da oferta de áreas que a UFRN conhece hoje. E os campi no interior não funcionavam ainda. O crescimento é significativo, algumas unidades merecem ótima avaliação nacional. Na comparação com grandes universidades nacionais, entendo que ainda faltam equipamentos e produções. A biblioteca da UFRN é a melhor do estado, desejo que ela cresça ainda mais. As publicações aumentam de número, falta-lhes visibilidade – problema em comum com outras universidades públicas. A comparação com grandes centros do sul-sudeste é válida em relação a algumas áreas (Psicologia e Odontologia recebem ótimos comentários de avaliadores nacionais, li ótimas publicações da área de Letras), ainda merece aprofundamento noutras. Mas o espaço universitário não é apenas local, sempre se relaciona com outros centros nacionais e estrangeiros.
L.O. Em quê novas publicações como a revista de história da Biblioteca Nacional e outras similares têm colaborado no estudo da História?
M.S. Abordam temas de interesse, contam com bons colaboradores, atingem um público leitor ampliado. Sou favorável a esse tipo de publicação, desde que outros tipos (revistas especializadas, livros divulgando pesquisas aprofundadas) sejam garantidos. Essas revistas são muito diferentes de experiências televisivas mal-sucedidas, que usaram apresentadores sem um mínimo talento jornalístico ou dramático/cômico, além de textos absolutamente deploráveis.
L.O. Quem é o grande personagem histórico desse país?
M.S. O homem e a mulher comuns, que se revelam incomuns para sobreviverem e criarem beleza neste difícil país. Sobrevivem e criam, freqüentemente a duras penas. Quando ouvimos um cantador ou um sambista de diferentes regiões (cantando ou dançando), entendemos que a grandeza existe.
L.O. Em quê se entrecruzam a literatura e a história?
M.S. Em primeiro lugar, na escrita: historiadores são escritores – uns melhores, outros piores. Em segundo lugar, na reflexão sobre experiências de homens e mulheres. A Literatura (ficção, poesia, ensaio) leva o leitor a raciocinar através do sensível e da imaginação sem limites. A História convida o leitor a indagar sobre experiências palpáveis, procurando seus significados menos visíveis. Em terceiro lugar, no convívio reflexivo com o tempo humano que é mais que tempo físico. Melhor pensar que Literatura e História são amantes, altamente complementares, gozando juntos.
L.O. Você, que é também um estudioso e amante do cinema, poderia nos dizer que momento o cinema mundial vive atualmente?
M.S. Depois do filme em função da produção de gadgets (a partir de “Star Wars”), hiper-mercadorias, vejo transformações especialmente na privatização do acesso a filmes – vídeos – e uma grande banalização da computação gráfica. A morte de Bergman e Antonioni foi um grande susto: eles eram mortais! Mas eu ainda sinto poesia e concisão em gente como David Lynch (“A História Real”), Karim Aïnouz (“O céu de Suely”) e Eduardo Coutinho (todos os filmes).
L.O. E o cinema brasileiro?
M.S. A resposta anterior já começou a atual: Eduardo Coutinho filmou uma obra-prima absoluta que é “Cabra marcado para morrer”, importante não apenas como memória popular da ditadura, mas especialmente enquanto indagação sobre o Brasil depois da ditadura. Elizabete Teixeira pergunta, profeticamente, no encerramento do filme: que democracia é essa? Entendo essa questão como uma cobrança sobre dimensões sociais da democracia, e também como convite a fazermos filme sobre o Brasil depois da ditadura. Uma coisa boa tem sido a riqueza das produções fora do eixo Rio/São Paulo, com ótimos filmes baianos e pernambucanos, dentre outros.
L.O. Que frutos trouxe o Dicionário Crítico Câmara Cascudo?
M.S. No plano pessoal, reinventei-me como potiguar, entendi mais que minha vida natalense no Alecrim ficou para sempre dentro de mim. No plano coletivo, penso, imodestamente, que contribuiu para uma rediscussão de Câmara Cascudo em escala acadêmica e nacional. O dicionário é uma obra de equipe, orgulho-me de ter proposto o projeto e coordenado sua execução, mas suas qualidades se dividem entre dezenas de grandes especialistas maduros e jovens pesquisadores iniciantes. É um dos livros que coordenei de que mais gosto.
L.O. Cascudo ainda tem muito o que ensinar?
M.S. Sim, como todo autor de seu porte. Aprecio especialmente seu olhar para o universo da Cultura Popular, o diálogo permanente que ele estabelece entre essa Cultura e diferentes temporalidades e espaços (Mesopotâmia, África, Europa), bem como o outro diálogo com diferentes gêneros textuais (Filosofia, Ficção, Poesia). Penso que aprender com Câmara Cascudo não é repetir o que ele disse, é inventar relações com a Cultura Popular a partir do que ele disse. Quem é povo no Brasil de hoje? As categorias clássicas de constituição do povo brasileiro (Europa, África e América indígena) não sobrevivem diante da presença expressiva de contingentes imigrantes latino-americanos e asiáticos. Não vejo isso como problema e sim como cobrança de solução: identidades se fazem a cada dia, precisamos dar conta de sua interpretação.
L.O. O que é tocado pelo universal, Marcos?
M.S. A condição humana. E, nela, as várias modalidades de amor.
L.O. No que respeita à cultura, o governo Lula tem avançado?
M.S. Um pouco. Timidamente, como noutras áreas de sua gestão - embora bem melhor que na presidência de FHC, misto de empáfia e vazio, apesar de alguns auxiliares muito bem preparados. Gilberto Gil surpreendeu os preconceituosos, que o trataram como um ignorante por ser cantor de música popular: ele foi um ministro inteligente e criativo, apesar de grandes limites de orçamento. Mas eu gostaria de multiplicar por mil as iniciativas que surgiram. Os pontos de cultura são interessantes, mas é preciso aceitar mais poderes populares decisórios, em Cultura e noutras áreas. Uma decepção minha, em relação ao governo Lula, é o culto à eficiência administrativa que ele trouxe, sem assumir a dimensão política dos fazeres governamentais nem assimilar mais setores sociais na esfera decisória. Apesar de tudo isso, penso que o mundo pode melhorar – é meu lado Anne Frank.
L.O. As idéias socialistas ainda vivem ou somente sobrevivem?
M.S. Vivem como naquela canção “Noite cheia de estrelas”: “As estrelas tão serenas / Qual dilúvio de falenas / Dançam tontas ao luar.” Quem inventou a crítica ao Socialismo soviético não foi o Neo-Liberalismo. Nesse sentido, a queda do bloco soviético foi um alívio para Socialistas libertários. O problema é: nós nos livramos de um abacaxi (aquilo que chamavam de Socialismo, e que não passava de sociedade administrada) e caímos num vazio – cadê as novas propostas socialistas? Considero o Socialismo uma extrema necessidade no mundo do Capitalismo triunfante. Ao mesmo tempo, o Capitalismo existente inclui contradições internas, propostas diversificadas – nem tudo é Capitalismo.
L.O. Em sua obra sobre Henfil e a ditadura, o que você descobriu, em síntese, sobre ambos?
M.S. Gosto especialmente da inquietude de Henfil, apesar de suas recaídas patrulheiras e do extremo apreço que demonstrou por Teothônio Vilela, como se o fim da ditadura derivasse de duvidosas lideranças de elite. E a ditadura não controlava tudo, dava pra rir gostosamente (embora dolorosamente) dela. Publiquei alguns artigos extraídos de minha Tese de Livre Docência sobre Henfil, até hoje não consegui rever o conjunto para publicação em livro – um de meus projetos.
L.O. Henfil gostou de viver em Natal?
M.S. A pessoa mais indicada para responder a essa pergunta seria ele mesmo. Antes de vir para Natal, ele falava da cidade como portal da caatinga, imagem meio romântica. Vivendo em Natal, ele descobriu nossas mini-Rio de Janeiro e mini-New York. Penso que Natal é especificidade e mundo, como toda cidade. Nesse aspecto, angústias e astúcias de Henfil se manifestaram em Natal, e em relação a Natal.
L.O. Marcos, a História acabou?
M.S. Nem um pouco. Depois das torres gêmeas explodidas (lamentei muito pelas vidas humanas que se perderam, nos prédios e nos aviões, bem como lamento outras vidas perdidas pelo mundo todo em guerras e conflitos similares), depois da guerra contra o Iraque (soldados estadunidenses negros e mulheres torturando prisioneiros, no mais puro estilo nazista), dá para pensar que alguma coisa acabou? Talvez tenha findado uma esperança ingênua de que estávamos a dois passos do paraíso – socialista ou não. Entramos numa História menos cor de rosa, que continua a ser História.
L.O. Como você lê as seguintes palavras, ditas por Jean-Paul Sartre em "A Náusea": "Não refletir muito sobre o valor da História. Corre-se o risco de perder o gosto por ela."?
M.S. Refletir é condição para experimentar o gosto. Considero necessário enfrentar amargor e doçura eventuais. Não refletir é ser levado pela História. Melhor enfrentar os riscos: “Vou pra rua e bebo a tempestade” (Chico Buarque, “Bom conselho”).
Extraído do Blog Teorema da Feira
Em Natal, lembro de um livro em três volumes (depois, lançaram o quarto), “Sociologia da Arte”, que comprei por indicação de Luiz Damasceno, da Livraria Universitária. Foi quando li Walter Benjamin, Pierre Francastel e Lucien Goldman pela primeira vez, autores que me acompanhariam sempre.
Outro momento forte foi o ingresso na USP, como aluno. Tive a sensação de que precisava aprender muita coisa. Não foi ruim sentir isso, tento até hoje aprender, mas foi difícil, no começo, enfrentar a auto-cobrança.
Na adolescência natalense, minha vontade era produzir Artes visuais, estudar esse campo. Consegui fazer uma boa graduação na área com mais de 40 anos. Descobri que tinha virado, antes, historiador e talvez escritor (o fato de Sanderson Negreiros elogiar uns textos ensaísticos meus me dá alguma esperança na área), embora ainda goste muito de ver aquelas Artes.
L.O. A vida acadêmica se tornou o cume de seu trajeto?
M.S. Prefiro um trajeto sem cume: “Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia / o que aconteceria de qualquer jeito.” (Caetano Veloso, “Janelas abertas nº 2”).
Gosto muito de pesquisar na universidade, ensinar na universidade, aprender na universidade – bibliotecas, laboratórios e públicos interessados ali reunidos. Mas o conhecimento e a vida se dão em todos os espaços da sociedade, é melhor evitar supor algum lugar que detenha o monopólio do saber – universidade, academia, grupo.
Guardo ótimas lembranças do tempo em que lecionei para adolescentes em escolas públicas de ensino básico e fundamental. E participo de um grupo de Cultura Popular (Ô de Casa), que inclui de crianças a idosos de diferentes grupos sociais: empregada doméstica, advogada, professora, operária aposentada. Dançamos e cantamos Pastoril e Trança-fitas. Também canto música popular, estudei um pouco de canto – gosto de música brasileira diversificada, e também de música norte-americana, cubana e ópera. Escrevo, de vez em quando, letras para canções, quase nunca musicadas – é meu cancioneiro imaginário. Faço versões de canções (inglês e francês) e traduzo poesia, de vez em quando.
L.O. Por falar nisso, falta algo à academia para que ela possa se inserir de maneira definitiva na realidade brasileira, transformando-a eficazmente?
M.S. Falta mobilizar mais pessoas como interessados pelos vários campos de pesquisa desenvolvidos pelas universidades, produtores desses vários campos de pesquisa. Num país do tamanho do nosso, com a população que o nosso tem, considero minúsculo o número de homens e mulheres que interagem com a universidade. Há bibliotecas, laboratórios e falas de grande qualidade, nas universidades, de que tão pouca gente desfruta. Os programas PROUNI e REUNI são interessantes nessa ampliação de público, apesar de equívocos: não gosto do critério “raça”, adotado pelo primeiro. Sinto falta de museus, bibliotecas e laboratórios funcionando em horários adequados para gente que trabalha e quer conhecer tais mundos. Para ser universal mesmo, a universidade não pode excluir parcelas da população. Felizmente, as universidades públicas estão universalizando os cursos noturnos – nunca entendi o fato de eles não existirem em muitas daquelas unidades.
L.O. Você tem visto originalidade naquilo que é produzido pelas universidades?
M.S. Em termos de conteúdos, resultados de pesquisa, sim. Aliás, a universidade dedicada à pesquisa (que não se confunde com instituições voltadas para um ensino duvidoso, fábricas de diplomas) se obriga a procurar originalidade sempre. Uma questão que me preocupa é a escassa presença institucional na produção artística. É claro que professores e estudantes produzem artes por conta própria. Mas a instituição mesmo costuma, no máximo, gerar boas análises sobre artes e divulgar artes produzidas fora dela. Seria ótimo se houvesse uma maior presença de pólos produtores de artes no próprio meio universitário – ateliês mais abertos à produção pública, oficinas de filmes e vídeos, etc. As artes são boas amigas das ciências, às vezes provocativas mas fiéis.
L.O. Como tem visto o crescimento da UFRN? Já dá para comparar com as grandes universidades do sul-sudeste do país?
M.S. Morei em Natal até 1970. Calculo que não havia sequer metade da oferta de áreas que a UFRN conhece hoje. E os campi no interior não funcionavam ainda. O crescimento é significativo, algumas unidades merecem ótima avaliação nacional. Na comparação com grandes universidades nacionais, entendo que ainda faltam equipamentos e produções. A biblioteca da UFRN é a melhor do estado, desejo que ela cresça ainda mais. As publicações aumentam de número, falta-lhes visibilidade – problema em comum com outras universidades públicas. A comparação com grandes centros do sul-sudeste é válida em relação a algumas áreas (Psicologia e Odontologia recebem ótimos comentários de avaliadores nacionais, li ótimas publicações da área de Letras), ainda merece aprofundamento noutras. Mas o espaço universitário não é apenas local, sempre se relaciona com outros centros nacionais e estrangeiros.
L.O. Em quê novas publicações como a revista de história da Biblioteca Nacional e outras similares têm colaborado no estudo da História?
M.S. Abordam temas de interesse, contam com bons colaboradores, atingem um público leitor ampliado. Sou favorável a esse tipo de publicação, desde que outros tipos (revistas especializadas, livros divulgando pesquisas aprofundadas) sejam garantidos. Essas revistas são muito diferentes de experiências televisivas mal-sucedidas, que usaram apresentadores sem um mínimo talento jornalístico ou dramático/cômico, além de textos absolutamente deploráveis.
L.O. Quem é o grande personagem histórico desse país?
M.S. O homem e a mulher comuns, que se revelam incomuns para sobreviverem e criarem beleza neste difícil país. Sobrevivem e criam, freqüentemente a duras penas. Quando ouvimos um cantador ou um sambista de diferentes regiões (cantando ou dançando), entendemos que a grandeza existe.
L.O. Em quê se entrecruzam a literatura e a história?
M.S. Em primeiro lugar, na escrita: historiadores são escritores – uns melhores, outros piores. Em segundo lugar, na reflexão sobre experiências de homens e mulheres. A Literatura (ficção, poesia, ensaio) leva o leitor a raciocinar através do sensível e da imaginação sem limites. A História convida o leitor a indagar sobre experiências palpáveis, procurando seus significados menos visíveis. Em terceiro lugar, no convívio reflexivo com o tempo humano que é mais que tempo físico. Melhor pensar que Literatura e História são amantes, altamente complementares, gozando juntos.
L.O. Você, que é também um estudioso e amante do cinema, poderia nos dizer que momento o cinema mundial vive atualmente?
M.S. Depois do filme em função da produção de gadgets (a partir de “Star Wars”), hiper-mercadorias, vejo transformações especialmente na privatização do acesso a filmes – vídeos – e uma grande banalização da computação gráfica. A morte de Bergman e Antonioni foi um grande susto: eles eram mortais! Mas eu ainda sinto poesia e concisão em gente como David Lynch (“A História Real”), Karim Aïnouz (“O céu de Suely”) e Eduardo Coutinho (todos os filmes).
L.O. E o cinema brasileiro?
M.S. A resposta anterior já começou a atual: Eduardo Coutinho filmou uma obra-prima absoluta que é “Cabra marcado para morrer”, importante não apenas como memória popular da ditadura, mas especialmente enquanto indagação sobre o Brasil depois da ditadura. Elizabete Teixeira pergunta, profeticamente, no encerramento do filme: que democracia é essa? Entendo essa questão como uma cobrança sobre dimensões sociais da democracia, e também como convite a fazermos filme sobre o Brasil depois da ditadura. Uma coisa boa tem sido a riqueza das produções fora do eixo Rio/São Paulo, com ótimos filmes baianos e pernambucanos, dentre outros.
L.O. Que frutos trouxe o Dicionário Crítico Câmara Cascudo?
M.S. No plano pessoal, reinventei-me como potiguar, entendi mais que minha vida natalense no Alecrim ficou para sempre dentro de mim. No plano coletivo, penso, imodestamente, que contribuiu para uma rediscussão de Câmara Cascudo em escala acadêmica e nacional. O dicionário é uma obra de equipe, orgulho-me de ter proposto o projeto e coordenado sua execução, mas suas qualidades se dividem entre dezenas de grandes especialistas maduros e jovens pesquisadores iniciantes. É um dos livros que coordenei de que mais gosto.
L.O. Cascudo ainda tem muito o que ensinar?
M.S. Sim, como todo autor de seu porte. Aprecio especialmente seu olhar para o universo da Cultura Popular, o diálogo permanente que ele estabelece entre essa Cultura e diferentes temporalidades e espaços (Mesopotâmia, África, Europa), bem como o outro diálogo com diferentes gêneros textuais (Filosofia, Ficção, Poesia). Penso que aprender com Câmara Cascudo não é repetir o que ele disse, é inventar relações com a Cultura Popular a partir do que ele disse. Quem é povo no Brasil de hoje? As categorias clássicas de constituição do povo brasileiro (Europa, África e América indígena) não sobrevivem diante da presença expressiva de contingentes imigrantes latino-americanos e asiáticos. Não vejo isso como problema e sim como cobrança de solução: identidades se fazem a cada dia, precisamos dar conta de sua interpretação.
L.O. O que é tocado pelo universal, Marcos?
M.S. A condição humana. E, nela, as várias modalidades de amor.
L.O. No que respeita à cultura, o governo Lula tem avançado?
M.S. Um pouco. Timidamente, como noutras áreas de sua gestão - embora bem melhor que na presidência de FHC, misto de empáfia e vazio, apesar de alguns auxiliares muito bem preparados. Gilberto Gil surpreendeu os preconceituosos, que o trataram como um ignorante por ser cantor de música popular: ele foi um ministro inteligente e criativo, apesar de grandes limites de orçamento. Mas eu gostaria de multiplicar por mil as iniciativas que surgiram. Os pontos de cultura são interessantes, mas é preciso aceitar mais poderes populares decisórios, em Cultura e noutras áreas. Uma decepção minha, em relação ao governo Lula, é o culto à eficiência administrativa que ele trouxe, sem assumir a dimensão política dos fazeres governamentais nem assimilar mais setores sociais na esfera decisória. Apesar de tudo isso, penso que o mundo pode melhorar – é meu lado Anne Frank.
L.O. As idéias socialistas ainda vivem ou somente sobrevivem?
M.S. Vivem como naquela canção “Noite cheia de estrelas”: “As estrelas tão serenas / Qual dilúvio de falenas / Dançam tontas ao luar.” Quem inventou a crítica ao Socialismo soviético não foi o Neo-Liberalismo. Nesse sentido, a queda do bloco soviético foi um alívio para Socialistas libertários. O problema é: nós nos livramos de um abacaxi (aquilo que chamavam de Socialismo, e que não passava de sociedade administrada) e caímos num vazio – cadê as novas propostas socialistas? Considero o Socialismo uma extrema necessidade no mundo do Capitalismo triunfante. Ao mesmo tempo, o Capitalismo existente inclui contradições internas, propostas diversificadas – nem tudo é Capitalismo.
L.O. Em sua obra sobre Henfil e a ditadura, o que você descobriu, em síntese, sobre ambos?
M.S. Gosto especialmente da inquietude de Henfil, apesar de suas recaídas patrulheiras e do extremo apreço que demonstrou por Teothônio Vilela, como se o fim da ditadura derivasse de duvidosas lideranças de elite. E a ditadura não controlava tudo, dava pra rir gostosamente (embora dolorosamente) dela. Publiquei alguns artigos extraídos de minha Tese de Livre Docência sobre Henfil, até hoje não consegui rever o conjunto para publicação em livro – um de meus projetos.
L.O. Henfil gostou de viver em Natal?
M.S. A pessoa mais indicada para responder a essa pergunta seria ele mesmo. Antes de vir para Natal, ele falava da cidade como portal da caatinga, imagem meio romântica. Vivendo em Natal, ele descobriu nossas mini-Rio de Janeiro e mini-New York. Penso que Natal é especificidade e mundo, como toda cidade. Nesse aspecto, angústias e astúcias de Henfil se manifestaram em Natal, e em relação a Natal.
L.O. Marcos, a História acabou?
M.S. Nem um pouco. Depois das torres gêmeas explodidas (lamentei muito pelas vidas humanas que se perderam, nos prédios e nos aviões, bem como lamento outras vidas perdidas pelo mundo todo em guerras e conflitos similares), depois da guerra contra o Iraque (soldados estadunidenses negros e mulheres torturando prisioneiros, no mais puro estilo nazista), dá para pensar que alguma coisa acabou? Talvez tenha findado uma esperança ingênua de que estávamos a dois passos do paraíso – socialista ou não. Entramos numa História menos cor de rosa, que continua a ser História.
L.O. Como você lê as seguintes palavras, ditas por Jean-Paul Sartre em "A Náusea": "Não refletir muito sobre o valor da História. Corre-se o risco de perder o gosto por ela."?
M.S. Refletir é condição para experimentar o gosto. Considero necessário enfrentar amargor e doçura eventuais. Não refletir é ser levado pela História. Melhor enfrentar os riscos: “Vou pra rua e bebo a tempestade” (Chico Buarque, “Bom conselho”).
Extraído do Blog Teorema da Feira
Está chegando hoje à noite o Prof.º Dr. Marcos Silva, Coordenador Acadêmico do Dinter em História Social em convênio com a USP.
Marcos Antonio da Silva
É Professor Titular de Metodologia da História na FFLCH/USP desde 2007 e Livre Docente nas mesmas área e instituição desde 2001. Graduou-se em História pela Universidade de São Paulo (1976) e em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina (1999), com Mestrado (1981) e Doutorado (1987) em História Social na FFLCH/USP . Fez Pós-Doutorado na Université de Paris III, em 1989. Tem experiência de pesquisa e docência na área de História, com ênfase em Teoria e Metodologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Brasil republica, Caricaturas, Historia e linguagem, Historia e regiao, Ditadura civil-militar, Câmara Cascudo, Nelson Werneck Sodré e Ensino de História. Publicou individualmente 6 livros, dentre os quais, "Prazer e poder do Amigo da Onça" (Paz e Terra, 1989). Organizou 11 coletâneas, e uma delas é "Dicionário crítico Câmara Cascudo" (Perspectiva, 2003; 2ª impr. em 2006). Divulgou artigos e resenhas em periódicos como "História & Perspectivas", "Projeto História", "Quípu", "Revista Brasileira de História", "Revista de História", "Tempo" e "Vária História", dentre outras. Coordena os Projetos de Pesquisa "História e Poéticas" e "Historiografia e Memória".
Formação acadêmica/Titulação
| 2000 | Livre-docência. Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Título: Rir das ditaduras - Os dentes de Henfil, Ano de obtenção: 2000. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História e Linguagens. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História da Cultura. Grande área: Lingüística, Letras e Artes / Área: Artes / Subárea: Caricatura / Especialidade: Quadrinhos. |
| 1989 - 1989 | Pós-Doutorado . Universite de Paris III (Sorbonne-Nouvelle). Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil . |
| 1982 - 1987 | Doutorado em História Social (Conceito CAPES 7) . Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Título: Prazer e Poder do Amigo da Onça - 1943/1961, Ano de Obtenção: 1987. Orientador: Ulysses Telles Guariba Netto. Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ,CNPq ,Brasil . Palavras-chave: Brasil Republicano; Historia e Interdisciplinaridade; Amigo da Onca; Caricatura; Imprensa Brasileira. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História do Brasil / Especialidade: História do Brasil República. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História e Linguagens. Grande área: Lingüística, Letras e Artes / Área: Artes / Subárea: Caricatura. Setores de atividade: Educação Superior; Educação Média de Formação Geral. |
| 1979 - 1981 | Mestrado em História Social . faculdade de filosofia, letras e ciências humanas da usp. Título: Humor e Política na Imprensa - Os olhos de Zé Povo (, Ano de Obtenção: 1981. Orientador: Ulysses Telles Guariba Netto. Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, Brasil . Palavras-chave: Ze Povo; Fon-Fon!; Caricatura; Imprensa Brasileira; Historia e Linguagem; Fontes Visuais. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História do Brasil / Especialidade: História do Brasil República. Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História e Linguagens. Grande área: Lingüística, Letras e Artes / Área: Artes / Subárea: Caricatura. Setores de atividade: Educação Superior; Educação Média de Formação Geral. |
| 1996 - 1999 | Graduação em Artes Plásticas . Associação Santa Marcelina - Faculdades Santa Marcelina, ASM/FASM, Brasil. |
| 1972 - 1976 | Graduação em História . Universidade de São Paulo, USP, Brasil. |
III Seminário do Dinter em História Social USP/UFAC será ministrado pelo Profº Dr. Nelson Tomelin Júnior
Entre os dias 25 e 26 de maio, ocorrerá o III Seminário de Pesquisa do Dinter em História Social que será ministrado pelo Prof. Dr. Nelson Tomelin Junior é formado em Psicologia pela PUC-SP e Doutor em História Social pela USP. É Professor Adjunto do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência de pesquisa nas áreas de História e Saúde, com ênfase em Teoria e Metodologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Cultura, Memória, Cidade, Trabalho, Movimentos Sociais, História Oral, Meio Ambiente, Psicologia e Políticas Públicas.
Formação acadêmica/Titulação
| 1998 - 2002 | Graduação em Faculdade de Psicologia PUC/SP . Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil. Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ,CNPq ,Brasil . Texto extraído da Plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/4366744852850574 |
Assinar:
Postagens (Atom)
CHAMADA
Pesquisar este blog
Dinter
Dinter USP - UFAC










