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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Período de matrícula



O período de matrícula de alunos regulares, que não estão com matrícula trancada, compreende 3 etapas consecutivas, recomendando-se que os alunos consultem previamente o orientador sobre a escolha das disciplinas:


Pré-Matrícula do aluno
20/01/2014 a 02/02/2014

Aval do orientador
03/02/2014 a 09/02/2014

Deferimento do ministrante
10/02/2014 a 16/02/2014 



Nota: Os períodos iniciam-se à 0h00min e encerram-se às 23h59min no horário de Brasília. 


- Pré-matrícula do aluno: período para os alunos efetuarem suas pré-matrículas em disciplinas ou sua matrícula de acompanhamento, sendo a matrícula de acompanhamento obrigatória para o aluno que não se matricular em nenhuma disciplina. Toda ação confirmada pelo aluno, neste Sistema, gera um e-mail a si próprio como comprovante da ação executada;

- Aval do orientador: período para os orientadores avalizarem as pré-matrículas em disciplinas e aceitarem as matrículas de acompanhamento de seus orientandos. A pré-matrícula em disciplina ou solicitação de matrícula de acompanhamento não apreciada pelo respectivo orientador, neste prazo, será automaticamente aceita;

- Deferimento do ministrante: período para os ministrantes de disciplina deferirem as pré-matrículas avalizadas pelos orientadores. A pré-matrícula, avalizada pelo orientador, que não receber manifestação do ministrante da disciplina será automaticamente aceita.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Evidência e escala de observação (FLH-5226)


Figure des Brifilians.
Fête brésilienne donnée à Rouen en l'honneur du roi Henri II.
1550.

Docente Responsável: Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron

Carga Horária: 3 semanas, 4 aulas por semana (120 horas)

Objetivos

1. Investigar a noção de evidência, em História e sua relação com as escalas de observação com as quais trabalha o historiador.

2. Estudar como a evidência se traduz em imagens, seja nas fontes visuais, seja nos discursos historiográficos.

3. Analisar a relação existente entre ideias e relações sociais.

Conteúdo

O curso é especificamente dirigido aos professores do Doutorado Interinstitucional (Dinter) USP-UFAC, visando fornecer instrumentos para a boa consecução de suas respectivas pesquisas e teses. Partindo da análise de seus projetos de pesquisa, algumas problemáticas comuns foram identificadas, as quais consubstanciam o conteúdo do presente programa.

I.1

O curso investigará como se constituiu a noção de evidência, em história. Para tanto, analisaremos como esta noção apareceu em textos clássicos (Heródoto, Tucídides, Políbio) e a maneira como foi retomada pela historiografia recente (partindo de Charles Seignobos e Charles-Victor Langlois, passando em seguida pelo olhar distanciado do antropólogo Claude Lévi-Strauss, e voltando aos historiadores Giovanni Levi, Carlo Ginzburg, Michel de Certeau, François Hartog, Carlos Alberto Vesentini).

I.2

Em seguida, analisaremos como a evidência foi qualificada e utilizada pelos historiadores, nas diferentes escalas de observação. Para tanto, analisaremos as propostas metodológicas de Marc Bloch, de Fernand Braudel, de Reinhart Koselleck, de Michael Löwy, de Edoardo Grendi, entre outros autores.

I.3

Finalmente, a partir destas reflexões, avaliaremos as propostas de Maurice Godelier concernentes ao papel das ideias na produção das relações sociais.

II

Numa segunda parte do curso, desenvolveremos um trabalho de leitura de fontes visuais, as quais servirão de suporte para problematizarmos as noções de evidência e de escala de observação: a) escalas de observação (Michelangelo Antonioni, Chung Kuo – Cina, 1972); b) a imagem singular (Anônimo, “Figure des Brésiliens”, 1550); c) as imagens em série (seleção iconográfica sobre a mestiçagem no Brasil, séculos XVI-XX); d) a imagem complexa (Ambroggio Lorenzetti, “Alegoria do bom governo”, 1337-1340).

III

A terceira e última parte do curso consistirá em exercícios práticos, quando retomaremos os projetos de pesquisa de cada participante do Dinter USP-UFAC, visando problematizar a maneira como operam com as referidas noções de evidência e escala de observação, e o trabalho específico que estão desenvolvendo com suas fontes primárias.

Forma de Avaliação

Um trabalho escrito, a ser entregue após o final do curso.

Bibliografia básica

Arendt, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2007.
Bloch, Marc. Introdução à História. Mem Martins: Publicações Europa-América, 1997.
Braudel, Fernand. “História e ciências sociais: a longa duração. Revista de História. São Paulo, 30 (62), abril-junho 1965, p. 261-294 (disponível on-line).
Braudel, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo, séculos XV-XVIII, 3 vols., São
Paulo, Martins Fontes, 1996-1998.
Campos, Pedro Moacyr. “Esboço da historiografia brasileira nos séculos XIX e XX”. Revista de História. São Paulo, n.45, janeiro-março 1961, p. 107-159.
Cardoso, Ciro Flamarion da Silva. “História e paradigmas rivais”. In: Idem (org.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: campos, 1997, p. 1-23.
Certeau, Michel de, L'écriture de l'histoire, Paris, Gallimard, 1975 (trad. port.: Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010).
Ginzburg, Carlo. Il giudice e lo storico: considerazioni in margine al processo Sofri. Torino: Einaudi ,1991.
Ginzburg, Carlo. Relações de força: história, retórica, prova. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
Godelier, Maurice. L’idéel et le matériel. Pensée, économies, sociétés. Paris: Payard, 1984.
Goldmann, Lucien. “O todo e as partes”. In: Dialética e cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967, p. 3-25.
Gurvitch, Georges. The spectrum of social time. Dordrecht: D. Reidel Publishing Co., 1964.
Hartog, François. Évidence de l’histoire.Paris: Gallimard, 2005.
Hartog, François. “Entre os antigos e os modernos, os selvagens. Ou, de Lévi-Strauss a Lévi-Strauss”. Revista Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, n° 110, julho-setembro 1992, pp. 43-54.
Koselleck, Reinhart. “Histoire des concepts et histoire sociale. In: Le futur passé. Contribution à la sémantique des temps historiques. Paris: ed. EHESS, 1990, p. 95-118 (trad. port.: Rio de Janeiro: Contraponto, 2010).
Langlois, Charles-Victor e Seignobos, Charles. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Renascença, 1946.
Lévi-Strauss, Claude. “Les trois humanismes”. In: Anthorpologie structurale II. Paris: Plon, 1974, p. 319-322 (trad. port.: São Paulo: Cosac Naify, 2008).
Löwy, Michael. “A revolução fotografada”. In: Idem (org.) Revoluções. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 9-19.
Martius, Carlos Frederico Ph. de. “Como se deve escrever a história do Brasil”. In: Revista Trimensal de História e Geografia. Rio de Janeiro, v.6, n.24, 1845, p. 389-411.
Momigliano, Arnaldo D., Les fondations du savoir historique, Paris, Les Belles Lettres, 1992.
Momigliano, Arnaldo D., Sagesses barbares, Paris, Maspero, 1979.
Momigliano, Arnaldo D., Studies in historiography, London, Weidenfeld and Nicholson, 1966.
Oliveira, Mônica Ribeiro e Almeida, Carla Maria Carvalho de (orgs.). Exercícios de micro-história. Rio de Janeiro: editora FGV, 2009.
Tucídides. “Proêmio” e “Arqueologia”. In: História da guerra do Peloponeso. Brasília: ed. UnB, 1986, p. 19-29.
Vesentini, Carlos Alberto. A teia do fato. São Paulo: Hucitec, 1997.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Prof. Dr. Carlos Zeron (USP)



Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron atualmente é professor Livre-Docente da USP (Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Departamento de História) possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1985), mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991) e doutorado em Histoire et Civilisations pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1998). Atualmente é professor livre-docente da Universidade de São Paulo, pesquisador associado da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e bolsista do CNPq (PQ-II). Foi professor visitante da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1997, 2002 e 2007) e da Universidad Internacional de Andalucía (2004), e pesquisador do Musée du Quai Branly (2009). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Colônia, História da América colonial e História Moderna, atuando principalmente nos seguintes temas: Companhia de Jesus, escravidão, história das missões religiosas, pensamento teológico-jurídico moderno e legislação indigenista. Também é Coordenador do convênio entre a FFLCH-USP e a Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales. Coordenador do convênio entre a FFLCH-USP e a Université Sorbonne-Paris IV. Pareceres técnicos e de mérito para o CNPq e a Fapesp. Pareceres para a Comissão de bolsas do Programa de Pós-Graduação em História Social do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Pareceres para a Revista Brasileira de História, para a revista eletrônica Memorandum, para a Revista História Unisinos e para a Revista de História do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Parecer para o Programa de Desenvolvimento Científico Regional do Estado do Piauí. Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron será o próximo professor a ministrar disciplina no Dinter História Social USP/UFAC a partir do dia 12 de setembro de 2011.

Carlos Zeron é autor de várias publicações entre as quais podemos destacar:

Revista de História da Universidade de São Paulo: política editorial, digitalização e políticas públicas de avaliação e classificação. Nuevo Mundo-Mundos Nuevos, v. 5/2010, p. 59682, 2010.

Interpretações das relações entre cura animarum e potestas indirecta no mundo luso-americano. Clio (Recife), v. 27-1, p. 140-177, 2009.

Apologia pro paulistis (transcrição). Clio (Recife), v. 27-1, p. 362-387, 2009.

Les aldeamentos jésuites au Brésil et l idée moderne d institution de la société civile . Archivum Historicum Societatis Iesu, v. 151, p. 38-74, 2007.

Siena e Monsaraz: duas representações da justiça. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 154, p. 91-106, 2003.

José Eisenberg, As missões jesuíticas e o pensamento político moderno. Revista de História (USP), São Paulo, v. 147, p. 227-234, 2002.

Quem conta um conto, aumenta um ponto: o mito do Ipupiara, a natureza americana e as narrativas da colonização do Brasil. Revista de Indias, Sevilha (Espanha), v. 60, n. 218, p. 111-134, 2000.

Nas sendas de Sérgio Buarque de Holanda. Documentos sobre uma expedição florentina à Amazônia, em 1608. Revista de História (USP), São Paulo, v. 142-3, p. 123-211, 2000.

A reabilitação do patrimônio artístico no novo Museu do Louvre. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 135, p. 51-60, 1998.

Les jésuites et le commerce d'esclaves entre le Brésil et l'Angola à la fin du XVIe siècle : contribution à un débat. Traverse, Zurique (Suiça), n. 1996/1, p. 34-50, 1996.

O medo e a relação com o Outro : Hans Staden vencido e vencedor dos canibais Tupinambá . Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 110, p. 55-69, 1992.

Equipamentos, usos e costumes da Casa Brasileira: Alimentação. São Paulo: Museu da Casa Brasileira, 2000.

Texto extraído da Base Lattes
http://lattes.cnpq.br/9276590151526541


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Artigo da Disciplina do Prof. Marcos Silva: data e formato.


Peço que os trabalhos referentes a meu curso de pós sejam entregues até 20 de agosto para que eu possa encaminhar a avaliação antes de setembro.
Sugiro que cada trabalho contenha uma breve introdução situando historicamente a realização do filme (obra do diretor, situação do cinema brasileiro, momento histórico geral), seguida por uma apresentação de conteúdo do filme. É preciso que o corpo do texto realize uma reflexão sobre significados daquele filme em relação às experiências sociais que ele aborda.

Diferentes níveis materiais do filme (imagem, recursos específicos de cinema - montagem, ângulos -, sons, argumento) devem ser explorados nessa reflexão. As conclusões devem sempre abordar historicidades em jogo na obra - memória pré-existente, momento de realização, presença na memória cinematográfica e geral da ditadura.

Abraços:
Marcos Silva

terça-feira, 28 de junho de 2011

Marcos Silva, Prof. Dr. em História (USP), explica a influência de Nelson Werneck Sodré nas universidades dos anos 70





Conferência sobre Nelson Werneck Sodré reúne público em Itu

Em comemoração ao Centenário de “Nelson Werneck Sodré”, o Museu Republicano Convenção de Itu recebeu uma conferência sobre o autor na quarta-feira (13 de abril). O evento contou com a participação dos professores Marcos Silva e Olga Frugoli Sodré - filha do historiador -, que explanaram detalhes sobre a obra de Sodré.

Durante o encontro, Olga contou um pouco sobre a vida de seu pai e de sua busca pela valorização da cultura nacional. “Sodré estudava a formação histórica do Brasil para entender a sociedade de sua época”, comentou. O secretário de Cultura, Jonas Soares de Souza, também participou do encontro e relembrou momentos com o intelectual.

Marcos Silva, autor de um "dicionário crítico" do historiador e doutor e mestre em História Social, discorreu sobre fases da vida de Sodré, sobre as mudanças ocorridas em suas obras ao longo de sua vida, além da formação militar recebida por ele, o que contribuiu muito em seus trabalhos devido à grande formação humanística recebida na escola militar naquela época.


“O livro ‘Memórias de um Soldado’, vai além da formação militar. Essa obra tem o espírito de busca que Sodré tinha dentro de si, pois mesmo sem formação universitária ele sabia que os livros eram feitos com estudos de documentos de época e grandes pesquisas com conclusões inteligentes”, encerrou.

Homenagem

O eventou contou ainda com a participação do grupo “Ô de Casa”, que fez uma homenagem à memória sempre renovada de Werneck por meio de canções e um poema. De acordo com o conjunto, o objetivo da apresentação foi reencontrar a beleza do pensamento e a capacidade de luta manifestada pelo autor. O espetáculo é uma homenagem às obras que enfocam as tradições culturais brasileiras.

Fonte: itu.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011







Caros doutorandos do Dinter USP - UFAC


Propus ao Conselho-Plenária de Depto. de História da FFLCH/USP que uma de nossas salas de aula recebesse o nome de NELSON WERNECK SODRÉ, homenageando esse importante historiador brasileiro no ano de seu centenário de nascimento. A indicação foi aprovada e a sala será inaugurada durante o Encontro Nacional da ANPUH, no dia 19 de julho de 2011, no horário de 12 às 14 horas (Edifício Eurípedes Simões de Paula, Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, São Paulo, SP). 


Haverá nessa ocasião um espetáculo (canções e poemas) dedicado ao historiador, em diálogo com temas e problemáticas de sua obra, com o título "Enquanto acontecia". Encerrando a homenagem, será servido coquetel.

Como todos sabem, Nelson Werneck Sodré escreveu uma obra vasta e importante. Essa homenagem tem um significado muito especial para nós, que lemos seus livros e aprendemos com eles, inclusive quando deles discordamos.

Até lá, abraços:


Prof. Dr. Marcos Silva
Coordenador do Dinter USP - UFAC

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